Hoje fui até à Ericeira. É realmente um lugar lindo onde o cheiro do mar e rebentar das ondas faz todo o mundo à nossa volta desaparecer, mesmo que seja só por um bocadinho. Mas o melhor mesmo é poder desfrutar destes momentos com os meus pais (isto, porque à pouco estive a ver um documentário sobre as crianças órfãs, no Quénia).
A Ericeira é, também, um sítio muito nostálgico para mim, que me faz recuar no tempo e relembrar de todas as outras vezes que já lá fui, mas fico sempre com aquela sensação de que é a 1º vez… Faz-me lembrar muitas vezes as praias de Peniche e do Baleal, os sítios onde passo a maior parte das minhas férias de Verão. Talvez pela humidade e o mar bravo, talvez pela pesca e os barcos, talvez pelas pessoas idosas a trabalhar como se tivessem 30 anos, pois quem corre por gosto, não cansa. Não sei mesmo, mas não faz mal, não deixa de ser um local mágico.
Da 1º vez que lá fui, lembro-me que foi também a 1º vez que acampei, com a minha mãe, sozinhas, de novo, nós contra o mundo, e contra todos os estrangeiros bêbados que não nos deixavam dormir. Isso sim, faz-me lembrar o quão forte ela é. Enquanto todos os outros campistas estavam todos encolhidinhos nas suas tendas com medo dos estrangeiros, a reclamarem por entre os dentes, a minha mãe saiu da tenda e mandou-os calar, e assim eles fizeram. Ela não teve medo nenhum. Por vezes, quem me dera ter metade da coragem que ela tem. Dava-me tanto jeito!
By: Carolina Baptista
By: Carolina Baptista

Diariozinho de português. Boa escolha ;)
ResponderEliminarAss.Raquel Reynaud