quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Poema de Joe


Procurei-te.
Procurei-te no meio de uma multidão
e encontrei-te
E amo-te com todo o meu coração
ou o que for que o esta a substituir
Mas tenho que admitir
que não estava à espera.

Na minha busca pelo amor
Para o meu mestre, meu criador
Procurei-te e encontrei-te
mas fiz-te um favor
e guardei-te.

By: Carolina Baptista
(Poema referente ao texto ''O Verdadeiro Amor'' de Isaac Asimov)

Chuva Sem Fim


O sonho virou pesadelo
Carregado de desespero
E tudo ficou negro
Como quem entra num túnel sem fim.
Há muito que perdi
Aquela sensação de esperança
E toda a gente me chama apenas criança!

Uma chuva invadiu os meus olhos
Sem dó nem piedade.

O mundo castiga-me
E eu nem sei porquê…

Viajo num comboio de emoções
Rumo à esperança de que noutro lugar
Não encontre mais pessoas sem corações
E consiga parar de chorar.

O mundo castiga-me
E eu nem sei porquê…

By: Carolina Baptista

Contradições


Vim para aqui de dia
Mas parti no escuro
E encontrei-te ai

Agora esta cinzento e silencio
Está cinzento e frio
E no esplendor sombrio
Eu espero aqui,
Na esperança de te ver
E voltarmos a ter
Aquela amizade calorosa
Como um dia de Verão

Mas neste Inverno em que me encontro
Tu aproveitas para fazer
Aquele teu desporto
Que tu fazer só por prazer
Apenas para partires de novo.

By: Carolina Baptista

O Nativo Da Ilha, Capitulo II


Alfredo, perante aquele cenário de solidão, nota que a sua cabeça, para além de estar a sangrar, pensa em vários cenários bem piores do que aquele, como por exemplo, um apocalipse ali, no meio de nada. Reparou também em todos os seus sentimentos misturados, como os de medo, tristeza, confusão, ira, e desespero. Principalmente desespero. Mas afastando tudo isso, decide mergulhar naquele mar verde de árvores tropicais que tinha pela frente para encontrar respostas a todas as suas perguntas.
No meio de tanto verde, Alfredo observa a diversidade das cores das flores. “São tão belas…” – disse baixinho. Baixou-se para observar uma orquídea lilás absolutamente linda, foi aí que ouviu um som baixo vindo de dentro dos arbustos, irrompendo os seus pensamentos, deixando-o um pouco assustado. Mais um sentimento para adicionar à já tão grande lista. Pelo som, parecia algo, ou alguém, a aproximar-se, mas, o que quer que fosse, deu meia volta e começou a correr. Alfredo, levado pela emoção desta aventura, larga o pequeno ramo de orquídeas que tinha na mão e corre atrás. A um certo momento ele, ou neste caso, ela parou, levantou-se e virou-se rapidamente, ficando assim frente-a-frente com Alfredo. “Deve ser uma nativa da ilha”-pensou.
A rapariga era morena, com olhos pretos intensos e cabelos ondulados, muito escuros e densos. Era também muito magra, parecia que não comia nada há dias e vestia, que deveria ter sido, um vestido branco, com um bordado de renda branco e lindo, mas estava velho, sujo e todo rasgado.
A rapariga continuava a olhá-lo fixamente.
-Do you speak English? – Perguntou Alfredo.
A cara da rapariga mudou. Tinha agora uma cara muito confusa, como se tivesse falado chinês, mas, talvez para ela, estivesse. Contudo, compreendeu que era só uma tentativa daquele homem comunicar com ela. A rapariga aponta para si mesma e diz “Flora”.

By: Carolina Baptista

Paracelso

"Quem nada conhece, nada ama.
Quem nada pode fazer, nada compreende.
Quem nada compreende, nada vale.
Mas quem compreende, ama, observa, vê.
Quanto mais conhecimento houver, tanto maior o amor.
Aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas, nada sabe a respeito das uvas."

By: Paracelso

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Domingo, 16 de Janeiro de 2011


Hoje fui até à Ericeira. É realmente um lugar lindo onde o cheiro do mar e rebentar das ondas faz todo o mundo à nossa volta desaparecer, mesmo que seja só por um bocadinho. Mas o melhor mesmo é poder desfrutar destes momentos com os meus pais (isto, porque à pouco estive a ver um documentário sobre as crianças órfãs, no Quénia).
  A Ericeira é, também, um sítio muito nostálgico para mim, que me faz recuar no tempo e relembrar de todas as outras vezes que já lá fui, mas fico sempre com aquela sensação de que é a 1º vez… Faz-me lembrar muitas vezes as praias de Peniche e do Baleal, os sítios onde passo a maior parte das minhas férias de Verão. Talvez pela humidade e o mar bravo, talvez pela pesca e os barcos, talvez pelas pessoas idosas a trabalhar como se tivessem 30 anos, pois quem corre por gosto, não cansa. Não sei mesmo, mas não faz mal, não deixa de ser um local mágico.
Da 1º vez que lá fui, lembro-me que foi também a 1º vez que acampei, com a minha mãe, sozinhas, de novo, nós contra o mundo, e contra todos os estrangeiros bêbados que não nos deixavam dormir. Isso sim, faz-me lembrar o quão forte ela é. Enquanto todos os outros campistas estavam todos encolhidinhos nas suas tendas com medo dos estrangeiros, a reclamarem por entre os dentes, a minha mãe saiu da tenda e mandou-os calar, e assim eles fizeram. Ela não teve medo nenhum. Por vezes, quem me dera ter metade da coragem que ela tem. Dava-me tanto jeito!

By: Carolina Baptista

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Nativo Da Ilha: Capitulo I

Alfredo da Costa era um político, já de uma certa idade. Não era muito honesto, pois aceitava subornos em troca de favores, e não sentia remorsos por isso.
No alto dos seus sessenta e cinco anos, e com os lucros da sua corrupção, decidiu fazer uma viagem às ilhas Fiji, para descontrair e descansar. Também decidiu que iria sozinho, pois não era um homem de família, não queria suportar as queixas da mulher, nem as “birras” dos filhos nem dos netos. Tendo isto em conta despediu-se de Fernanda, sua esposa, e de Sónia, a sua amante de vinte e três anos, e partiu para a sua pequena aventura.
Preparou tudo. O avião, o hotel de cinco estrelas, os passeios guiados, a visita à nova ilha, tudo. Alfredo achava que ia ter as melhores férias de sempre, apesar de achar o piloto do seu jacto privado fosse um bocado estranho, mas não deu muita atenção a isso.
Já no seu jacto, Alfredo observava o contraste do azul claro céu com o azul forte do oceano, e achou simplesmente maravilhoso. Conseguia ver as gaivotas a voar alto e depois a descer com uma velocidade espantosa, como um relâmpago, apanhar um peixe com o bico e voltar a subir com uma graciosidade fantástica.
Enquanto observava as gaivotas, reparou numa nuvem cinzenta a sair de uma das asas que lhe estava a poluir aquela linda paisagem. Quando começou a sentir uma grande turbulência, não conseguia conter aquele pânico que lhe invadia os sentidos. Quando finalmente se conseguiu por em pé, dirigiu-se à cabine do piloto, abriu a porta de rompante e gritou aflito:
-Afinal, o que se passa aqui!?
-Haaa…-disse o piloto atrapalhado – Peço imensa desculpa mas temos de fazer uma aterragem de emergência…
Atordoado, Alfredo acorda desmaiado num areal branco e fino. Tenta levantar-se, mas sem sucesso, então decide sentar-se e observar aquele novo mundo completamente desconhecido e fora dos mapas. Olha para sua direita e vê o seu estimado jacto despenhado no mesmo areal e a nuvem cinzenta e escura que tinha observado no avião.
Reúne todas as forças que lhe restam e tenta outra vez levantar-se, desta vez com sucesso e repara no oceano intenso que tem pela frente. Avista algumas árvores pelo canto do olho, vira-se e vê uma floresta de árvores tropicais e com espécies desconheci-das.
Ainda a processar todos estes novos acontecimentos, decide ir procurar o piloto. Pro-cura por entre os destroços do avião, mas não havia sinais deste. Decidiu procurar mais longe percorrendo o areal até se deparar de novo com o avião. Concluiu então que se encontrava numa pequena ilha desconhecida…

By: Carolina Baptista

Sábado, 15 de Janeiro de 2011


Com o jantar de ontem, levantei-me à 1h da tarde. Como é possível eu ter desperdiçado uma manha a dormir! E existem pessoas que se deitaram bem mais cedo que eu e acordaram mais tarde. O tempo que desperdiçamos a dormir… Acho parvo precisarmos de tanto tempo para restaurarmos a nossa energia.
Vi um filme chamado "Na Sua Pele". É a história típica de duas irmãs, a esperta mas feia e a bonita mas burra. Falava principalmente em como apesar das asneiras, tanto de uma como da outra, elas acabavam sempre por se perdoar uma á outra pois eram irmãs e amavam-se, logo não conseguiam viver separadas.
O filme fez-me logo lembrar a minha mãe e a minha tia. A minha mãe no papel de irmã esperta mas feia (apesar de eu a achar linda, ela esta sempre a desvalorizar-se) e a minha tia no papel de irmã linda mas burra (outra vez, apesar de eu a achar esperta e de me estar sempre a ensinar coisas novas, está sempre a desvalorizar-se. A minha mãe identificou-se logo com o filme e começou a contar-me (segunda dose da semana) historias delas as duas lá na aldeia delas e, claro, começou logo a queixar-se de como a irmã a tratava mal, tal como acontecia no filme, e eu apenas a pensar "quem me dera a mim ter uma irmã com que falar e desabafar quando preciso ou um irmão para embirrar e me proteger". Pois, porque isto de ser filha única é muito solitário! Desde pequena que brinco sozinha, falo sozinha, ajo sozinha, penso sozinha! E sempre que oiço alguém a queixar-se do irmão ou da irmã eu penso sempre "ao menos tens uma irmã". Mas pronto, a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.

By: Carolina Baptista

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Carta ao Futuro

Caro amigo,
Desde sempre que tenho uma ideia muito vaga do Futuro. Desde sempre que gosto de viver o presente, esquecer o passado e preparar o futuro mas nada mais. Também, desde sempre que não gosto de pensar sobre o futuro, muito menos falar sobre ele. Claro que tenho o futuro mais ou menos planeado, mas só porque me “obrigaram”. Desde sempre que me perguntam “o que vais fazer no futuro?” e desde sempre que dou respostas absurdas, só por diversão… talvez (sem me aperceber) por medo… Sim, definitivamente por medo. “Medo de quê?”, perguntas tu. Sinceramente, medo de dar a resposta errada e de ter que acartar com as culpas para o resto da minha vida.
Espero que o futuro (teu actual presente) seja bem melhor que o meu actual presente (teu passado). Por aqui, temos vários problemas pelas mãos, como provavelmente aprendeste numa aula de história entediante. Aquecimento global, desflorestação, poluição, dependência de combustíveis fósseis, fome, pobreza, são só alguns exemplos. Espero que tenham arranjado solução para alguns, já seria bastante bom. Espero também que sejas feliz e que tenhas alcançado tudo o que alguma vez quiseste alcançar. Uns concelhos, toma sempre atenção ao mundo que te rodeia e lembra-te que não podes mudar o que fizeste, por tanto pensa bem antes de agir. Como te disse acima:
Vive o presente, esquece o passado e prepara o futuro.
É o melhor conselho que te posso dar nestes dias.

By: Carolina Baptista

Textos

Muitos dos textos que publico (e que serão publicados) são textos que faço na disciplina de português. Alguns são exercícios, como por exemplo, a carta ao futuro. Pronto, era só para explicar porque é que alguns dos temas e títulos dos meus textos são um pouco ''estranhos''.

O meu poema preferido: Gaivota



Gaivota que voas no céu 
Sem correntes nem algemas 
Sem juiz nem réu 
Sem preocupação nem ambição 
Voas tranquilamente nesse azul
Branca e cinzenta, de bico dourado
Esvoaças aqueles mares maravilhosos
Até mesmo no meio da tempestade
Até mesmo no meio do Sol alaranjado

Encontras sempre o  teu caminho de volta
Com essas tuas asas tão invejadas
Com essa vontade desconhecida
Sem te aperceberes da realidade
E de todo o  mundo, à tua volta

By: Carolina Baptista